terça-feira, 2 de novembro de 2010

Não, não era isso que eu queria.

Lá estava eu agarrada ao meu travesseiro coberto de sentimentos que foram depositados ao longo da noite, pensando em tudo o que perdi por hipocrisia, pensando no mundo que queria ter, mas em um mundo que não merecia, pensando na gravidade em que eu me encontrava, pois comentar sobre a importância de algo em sua vida é difícil, e mais difícil ainda é concretizar seus pensamentos. A convivência, por exemplo, realmente existe, ela é como as estrelas que estão no céu durante o dia e não podemos ver, pois o mundo de hoje anda camuflando tantas guerras, ódios e desavenças! Às vezes tento fugir desse mundo tão cruel que me rodeia, mas pra qualquer lado que olho vejo o que está acontecendo! Será que cegos também vêem isso? A falsa convivência dói como a dor de querer viver quando se está em um leito de morte, dói como quando algo que voce mais quer nunca acontece, dói como aqueles pesadelos que voce tem que de tão assustadores seu coração parece que vai explodir. Porque às vezes é preciso esquecer as diferenças, deixar de ser cabeças duras e acreditar em tudo o que a vida tem a nos oferecer e principalmente não ter medo de ser feliz, pois a felicidade é a coisa mais grandiosa que existe. Eu ainda espero que o mundo um dia me faça crer que tudo vai ser como eu sempre quis, nem que seja um mundo em que as pessoas se amem simbolicamente, mesmo que eu não mereça, mesma que eu morra sem ver tudo isso acontecer.
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texto enviado ao sidarta por mim *-*

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